sábado, julho 23
quarta-feira, junho 1
Stats de ferreiro
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| Dia D: O Retorno |
Então vou às estatísticas e fazer o 'mea culpa': no primeiro ano, muito empolgado, cheguei a 118 publicações.
Já em 2007 cai pra 80 e no ano seguinte, para 11 apenas - o mais baixo da existência desta 'cabana': tempos difíceis, hein! 2009 foi um ano de 'retomada', com 54 posts, mas no ano passado as atualizações não passaram de 19...Enfim, será que a atitude de blogar com mais de 140 caracteres está mesmo chegando ao fim, como tantos preconizam?
Definitivamente, não vou fechar esse barraco que antes chamei de cabana. Atuo diariamente nas redes sociais web e aprendi a 'espelhar' meus conteúdos pro blogue: por mais que o post seja antigo, sempre vai ter uma novidade colada ali do lado - ou no Twitter, Flickr, Daily Mugshot, últimas notícias...É uma saída para o tempo comprimido do agora.
Sim, a vida digital não é mais a mesma desde alguns anos e lembro quando esse lugar era mesmo 'home'! Agora, como metáfora, posso dizer que ao invés de um apê maiorzinho, pode ser de dois quartos tá bom, estou morando em apart hotel. Às vezes dá saudade de ficar mais tempo em um lugar só, mas o nomadismo que em mim se encerra circula pela teia, de hub em hub.
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| Aqui nem sempre é o Dia D, mas também é lar... |
Mas aqui não deixo de voltar porque foi plantada muita semente. Gosto de acompanhar as plantas que crescem, nem sempre a olhos vistos...Mas quando se percebe, já estão no parapeito da janela, espiando a vida que passa lá fora.
terça-feira, março 1
Praiá, pracá, pralá! Mário, o aprendiz viajante
| O gravador Presto Recorder: registros essenciais em acetato |
Na época, assisti ao filme de Eduardo Escorel mas desconhecia a edição realizada posteriormente com o material audiovisual da missão e exibida na TV.
O filme a seguir narra, cronologicamente, o percurso da caravana entre Pernambuco e Pará. São registros das expressões da cultura popular no seu lugar, aproveitando o período carnavalesco. Neste conjunto, surpreendeu-me as cenas gravadas na Praia de Tambaú e na Torrelândia (hoje, apenas Torre), pois revelam identidades múltiplas na capital paraibana - que só de João não tem nada, sendo sim muito mais que uma Pessoa só!
O acervo incrível da missão folclórica, já nomeado para ser "memória do mundo" pela UNESCO, é composto por anotações de campo, filmes, fotos e gravações sonoras, tem gerado uma infinidade de pesquisas ao longo das décadas - e, claro, remixes! Afinal, a cultura digital está ai pra isso mesmo e a liberdade para recriar é o que tem garantido fôlego à cultura contemporânea.
O personagem real-ficcional Chico Antônio, cantador potiguar cuja referência aparece em produções literárias de Mário de Andrade após um encontro no final dos anos 20, é emblemático do período de pesquisas do autor pelas raízes de uma 'brasilidade', mas não aparece no filme. Essa é mesmo uma outra história das viagens do Mário aprendiz - que, de turista, só mesmo o chapéu que sempre carregava.
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