segunda-feira, julho 31

Lab 2006: a ruptura (in)prevista

Ano passado, o artista visual e diretor da Galeria Archidy Picado, Fabiano Gonper, criou o projeto Laboratório, espaço para a experimentação de jovens artistas a partir da vivência e produção no espaço único do ‘cubo branco’. A exposição aconteceu, esteve Zonda Bez entre os quatro arteiros à época, mas os pioneiros acabam mais por olear as dobradiças para que a porta se abra sem ruídos, do que fazendo uso pleno do novo criado. Mas a idéia mostrou-se produtiva e sob a orientação de FabbioQ., curador independente e um dos que mostrou a cara na exposição do ano passado, o projeto 2006 trouxe uma lufada definitiva de ar ao subsolo do Espaço Cultural, com a apresentação de artistas que chegam de fora do rol estabelecido ao longo de décadas de galerismo local.
O mais jovem dos artistas, Thiago Verde, transpôs para a galeria todo um jorro criativo, um tanto assustador até [vide Autópsia de bebês], mas pra lá dessa compreensão ‘racional’, tudo vem do que parece dominar o seu cotidiano: desenhos, frases soltas, borrões e riscos; fragmentação e síntese; um “tudo ao mesmo tempo agora” que nos leva a um lugar outro – ou nenhum: certamente não é aqui!
O designer Joalisson, que teve seu desenho erótico misteriosamente censurados nas paredes da Picado, tirou proveito disso e realizou um protesto contra o não poder dizer – também acredito que a arte não deve se submeter a moral burguesa – ao mesmo tempo em que questiona os suportes tradicionais, ao expor apenas molduras. Essa perspectiva também dá bases ao trabalho do paulistano Marcelo Brandão – recém integrado ao cenário artístico local – cuja pintura marcadamente geométrica se sobrepõe em camadas variadas, saindo da tela e preenchendo a parede, propondo uma tridimensionalidade dentro de uma desordem ordenada. Já o fotógrafo Roncally Dantas humaniza a natureza ou encontra lá em suas formas o modelo do que somos, através de imagens em branco e preto.
Dois estudantes do curso de artes da UFPB finalizam as escolhas do Lab 2006: Adriano Barreto literalmente fragmenta em pedaços sua obra de vidro e transparências, revelando o mínimo que persiste sobre o branco; a marca do sujeito cujas mãos criam e pisam várias naturezas, reconstruídas por quem vê. Cristina Carvalho, vista recentemente na individual Tecelã, apresentou uma peça da memória, do baú dos desejos bordado às avessas: um vestido de noiva ornamentando, em sua secritude, por cartas de amor. Quem viu a exposição certamente repensou concepções de arte no espaço consagrado e institucional da galeria: um lugar de todos, mesmo que seja só para os escolhidos - foram mais de 650 os escolhidos que assinaram o livro de visitas...

3x4 ou uma comédia à moda antiga

Quando o burguês velho e endinheirado quer casar com a viúva interesseira, o funcionário público em ascensão e sua esposa tentam chegar ao casamento que está atrasado pelas confusões do casal português empregado do capitalista, o qüiproquó está montado lá no século 19. Três histórias cômicas entrelaçadas dão o mote para a Comédia 3x4, dirigida por Duílio Cunha, que esteve em cartaz no Theatro Santa Roza durante o mês de julho. Para criar um clima misto de commedia dell’arte [imagem], drama burguês à la Molière [lembro do embroglio de O doente imaginário] e frames de um cineminha mudo nos primeiros tempos, temos uma encenação que conduz o público à intimidade de tipos esdrúxulos, farsescos e suas intenções quase [des] honestas. Alcança-se o riso pelos diálogos marcados pelo linguajar próprio do brasileiro daqueles tempos, presentes nos textos de Arthur Azevedo e Martins Penna; através de frases impagáveis como “ponha-se ao fresco!” ou o bordão “E meta-se, e meta-se!”, até uma série impressionante de ditados populares costurados para a coerência de quem os fala. Manter o vocabulário antigo é não temer a incompreensão de uma platéia hoje pouco acostumada ao burlesco, mas por demais habituada ao grotesco das ‘comédias-piniqueira’ que dominam o cenário cômico na Paraíba há muitos anos. Segundo o diretor, a peça “prima pelo redimensionamento no uso do espaço, pelo diálogo entre os elementos da tradição e da contemporaneidade, retomando aspectos da comédia popular”. Os quatro atores que representam os vários papéis dão bem o recado – não temem o texto, tem ele na palma da mão – e, em alguns momentos, a velocidade da mudança de figurino faz-nos lembrar do tour de force de O mistério de Irma Vap, que tanto sucesso fez no teatro brasileiro e virou até filme. A Comédia 3x4 resulta em um espetáculo que experiencia um timing diferenciado e propõe uma visão atualizada [nunca poderia deixar de ser assim!] para textos do passado sem, contudo, tirar-lhes a alma; uma graça que surge do jogo entre atores, texto e platéia: não seria isso, pois, a essência do teatro?!.

Nevinha continua com tudo!

Mais agosto e ponhamos, de vez, fim aos desgostos: a Festa das Neves traz o clima da quermesse, a lembrança da maça do amor colando no céu da boca e da pipoca doce, além dos desejos já não tão infantis de roda-gigante e da clássica monga e seu terror de meia-tigela [a própria na visão de Jan Limpens]. Esse ano, a programação promove um festival de atrações principais centradas no neo-brega [Reginaldo Rossi, Banda Omelete, Totonho e os cabra, entre outros], mas também abre espaço para as manifestações populares [emboladores, cirandeiros, coqueiros...] e o rock PB, que começa nessa semana. No fim de semana, a trupe Armatrux, de Belo Horizonte, mostrou seu teatro de bonecos para um público curioso, mesmo que não tenha causado grande comoção no final das contas: ficou a técnica acima da diversão.
Os shows acontecem em vários pontos do circuito da festa e circular pelas ruas como se estivesse em uma cidade do interior ainda é o melhor! No dia da abertura, Nevinha trouxe algo a mais pra cidade: o lançamento do esperado edital do Fundo Municipal de Cultura (FMC). Para 2006, serão disponibilizados R$ 700 mil para as diversas áreas artístico-culturais. Pode não ser “aquela Brastemp”, mas se compararmos com o valor que o Fundo Augusto dos Anjos ofereceu ano passado para toda a Paraíba, já estamos com saldo positivo, sem dúvida. O prazo para inscrição de projetos começa dia 7 de agosto e segue até 22 de setembro. O presidente da Funjope garantiu que oficinas de formatação de projetos deverão acontecer em bairros da cidade – uma tentativa de democratizar o acesso da cultura institucionalizada às camadas menos preparadas e tão carentes quanto as outras. + info>>> www.joaopessoa.pb.gov.br

um [falso] haikai ao dia...

assim sempre
passa o tempo
febril rutilência.

quinta-feira, julho 27

Quarta DnB

O dia inteiro de chuva espantou um pouco o público que comparece sempre, mas não por isso o Assacine do Tintin Cineclube deixou de acontecer na noite de ontem no Cine-Teatro Lima Penante. A estréia da noite foi o vídeo de Thiago Falcão, DJ e estudante de Comunicação Social da UFPB, O que nos liga é a música, diário visual de uma viagem a São Paulo em tempos de Skol Beats [foto] – o maior encontro de música eletrônica na redondeza/quadratura da América do Sul. Entrevistas com gente que tem no drum’n bass a própria razão da vida [profissional e afetiva], entre público comum e gente do metiê eletrônico, e imagens-fragmento de uma São Paulo por baixo [metrô] e por cima [na rua e na festa], percebemos o interesse de Falcão em revelar um pouco do DnB que já foi ‘cena indie’ a partir de meados dos anos 90 e hoje é fenômeno de massa global, já muito sem aquela ‘aura’ [lembremos sempre de Walter Benjamin por isso!] dos primeiros tempos.
A edição de Marcelo Coutinho contribui imensamente para a dinâmica do vídeo, que ganha marcas de um estética videoclip já difundida pelo jovem editor/realizador. Por isso, aproveitando a palhinha do tema música+imagem, foi lançando em off o videoclipe de Coutinho para o projeto sonoro No me abandones [Thiago Verde et al], onde as batidas da experiência verdiana se misturam ao jogo de luzes do trânsito pessoense de forma sincopada. Depois de tudo, drum’n bass é claro, porque “quando chove/ e a noite é de frio”, há de ter qualquer coisa, uma batida quiçá, pra subir a temperatura de corpos cinéfilos.

segunda-feira, julho 24

assacine>>drum'n'bass na tela

Tintin Cineclube |26.7.06, quarta |20h
Cine-Teatro Lima Penante | Av. João Machado, 67 – Centro
Assacine>>sessão de lançamentos
Ingressos | 2 reais (inteira) 1 real (estudantes e abedistas)

O que nos liga é a música, de Thiago Falcão
[João Pessoa/PB, 15min, Doc., 2006]
Filmado durante o Skol Beats, evento de música eletrônica que esse ano reuniu cerca de 60 mil pessoas em São Paulo, o vídeo se detém aos aspectos culturais que definem um gênero: o Drum and bass (drum'n'bass,DnB), estilo eletrônico criado na Inglaterra no início dos anos 90, caracterizado por linhas de baixo e batidas aceleradas.
>> Debate com o diretor após a sessão + discotecagem com DJ Falcão e bar em pleno funcionamento.

quinta-feira, julho 20

Morrer três vezes ou a vida que foge de nós

A sessão de ontem no Tintin Cineclube foi dedicada a visões da morte, sem dúvida um dos temas mais controversos da ontologia humana, matéria inigualável para se tentar compreender um naco dos dramas existenciais que acompanham a nossa raça ao longo do seu agridoce caminhar.
A sessão com curadoria de Zonda Bez, que estreou a Quarta Selecta, levou 25 pessoas ao Cine-Teatro Lima Penante, interessadas que estavam em compartilharem o olhar pós-morte dos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Daniel Bandeira [Menina do Algodão], a partir de uma lenda urbana brasileira; assim como a perspectiva interiorizada e mórbida do fim proposta pelo paulista Marco Dutra [O Lençol Branco e Concerto Número 3].
Os três curtas-metragens dão enfoques diferenciados para a morte: o filme de Recife [foto] caminha entre o sonho e o pesadelo dos vivos que são assombrados por quem já não está vivo, apostando no clima de terror para envolver a platéia. Como bem define Arthur Lins, “o filme é o único exemplar da mostra que investe em um nítido ‘cinema de gênero’, criando um assustador clima de suspense e tensão”. A forma escolhida pela dupla é a imagem difusa, borrada, o contraste entre o claro e o escuro, uma trilha sonora de ruídos marcando os pontos de maior agonia, assim como uma seqüência ágil de planos. Cumpre a missão de ilustrar a lenda que era popular no Brasil nos anos 70 [jovens atacados nos banheiros das escolas], assim como provar que é possível fazer um filme com clima de terror em apenas oito minutos.
Já os filmes de São Paulo propõem um olhar para a morte a partir da interioridade das casas e das famílias unidas que, diante da perda iminente de entes queridos, lutam para superá-la. O Lençol Branco é de uma morbidez raramente vista em curtas-metragens, fazendo uso de planos fixos, diálogos corriqueiros e silêncios que se contrapõem a uma ‘trilha sonora’ cuja origem está na onipresente TV e seus sons espectrais.
Se a música é silenciada neste curta, ela se torna o fio condutor da construção ficcional em Concerto Número 3. Vamos descobrindo, a partir da fragmentação temporal e dos pontos de vista das diferentes personagens de uma mesma família, o fim próximo da professora de piano, a mãe, detentora de uma força motriz primordial. Seguimos a ação através de uma câmera que espreita os espaços, passeia pelos silêncios e reconstrói a descoberta da morte eminente. Marcelo Ikeda bem define os dois filmes de Dutra: “(...) revelam uma ‘crise’, sempre furto da presença da morte, e se questionam até que ponto é possível ‘voltar à normalidade’, recuperar um antigo equilíbrio”. Dificilmente seremos os mesmos após o encontro com a morte, reveladora da fragilidade da vida diante do próprio mundo construído pelos homens.

Degas no Masp: universo em (re) integração

O movimento impressionista é um marco por ter trazido ao primeiro plano da arte o cotidiano do trabalho, das paisagens e do lazer das cidades francesas no fim do século 19. Edgar Degas é um desses artistas que soube olhar para microcosmos urbanos e construir uma trajetória ímpar através deles, fazendo uso das experiências de artistas do passado e daqueles que estavam ao seu lado – todos de olho na fragmentação das sociedades industriais – para revelar que o detalhe é parte indispensável do todo; que o “...tudo se copia” é apenas chavão para os criadores que não sabem assimilar influências de forma criativa.
A mostra Degas, o universo de um artista [em cartaz no Masp] é um retrospecto revelador das facetas de um pintor, escultor, desenhista, fotógrafo e colecionador, incorporado de forma indelével ao tempo em que vivera.
Das pinturas cujas bases estão no neo-classicismo até as esculturas em bronze de bailarinas exercitando-se [difícil esquecer das experiências fotográficas de Muybridge], circulamos entre corridas de cavalos, engomadeiras e alguns retratos; experiências fotografias quando o cinema já emergira no centro de Paris [1895] e a influência de Degas sobre os artistas do século 20 – como a série de desenhos eróticos ‘sonhados’ por Picasso. A jovem bailarina de 14 anos [foto], esculpida em suas formas simples e naturais, muito sintetiza do interesse do artista pelo humano e seus modos de estar nesse mundo cotidiano, onde nos alienamos mais e mais a cada dia, mas sentimos, contudo, a vida saltar quando a arte a nós se apresenta. Conhecer Degas é saber das fissuras do tempo.

quarta-feira, julho 19

uma boa festa...em bsb

" O saldo de uma festa séria deve computar pelo menos 300 pessoas na pista de dança, 1.800 latas de cerveja consumidas, 10 princípios de coma alcoólico (sendo que uns 2 devem ultrapassar o princípio e parar no hospital), 15 corpos caídos pela pista (3 deles pisoteados sem querer), 4 tombos feios (2 originados no palco e terminados na pista de dança), 1 porrada, 3 expulsões pelos seguranças, 2 inícios de namoro firme, 6 términos de namoro firme, 20 permanências superiores a 10 minutos no banheiro (com muitos socos na porta de quem está do lado de fora), 3 jumps de maus pagadores, 1 barraco de loura, 3 brigas de DJ com freqüentadores da sua própria festa, 5 cenas secretas que não poderiam ser presenciadas (por motivos variados) mas que 5 pessoas verão e comentarão com outras 50 no dia seguinte, 1 pau no sistema de som, 10 gritos de "fora, DJ". Festa que não atinja pelo menos 70% dessas metas não é "festa", é "coquetel", e até onde se saiba o Landscape não tem pretensão de abrigar vernissages, lançamentos de livro, recepções de casamento, formaturas. COISA DE FINAL é uma ode ao verdadeiro espírito de uma festa, ao sentido descendente do bom comportamento noturno".
COISA DE FINAL >>willy + clark + montana >>21/07 (sexta), 23h >>no Landscape (CA 7 Lago Norte)


terça-feira, julho 18

Selecta>>amanhã!!

Tintin cineclube apresenta <<>>
19.07 quarta 19h30 Cine-Teatro Lima Penante

MORRER TRÊS VEZES
apresentação de Zonda Bez

“Lençol Branco”, de Marco Dutra e Juliana Rojas [SP, 15min, fic, 2004]
A perturbadora presença da morte numa pequena casa do subúrbio [foto].

"Concerto número 3”, de Marco Dutra [SP, 13min, fic, 2004]
Mãe, pai, filho e coda.

“Menina de Algodão”, de Daniel Bandeira e Kleber Mendonça Filho [PE, 8min, fic, 2002]
A lenda da garotinha morta que aterrorizou estudantes nas escolas do Recife nos anos 70.

sexta-feira, julho 14

cineclubes avante!!

Cerca de 50 cineclubes brasileiros estão reunidos aqui em Santa Maria, RS [até hoje, com uma temperatura de 25º] para pensar sobre o papel deles no Brasil. Os cineclubes caminham a passos largos para a fortificação de espaços para exibição fora do circuito comercial e a formação de público. Temos sotaques diferentes; exibimos na rua, em salas, museus, mas o ideal da democracia audiovisual une a todos! Boas novidades devem vir por aí para todos: longa vida ao cineclubismo brasileiro e "viva o cinema latino-americano...".

terça-feira, julho 11

o rock [ainda] salvando...

Tintin Cineclube 12.7.06, quarta 19h30
Cine-Teatro Lima Penante Av. João Machado, 67 – Centro

SÓ O ROCK’N ROLL SALVA
*mostra especial em homenagem ao dia internacional do rock

“Tá sentindo cheiro de queimado?”, de Everaldo Pontes e Bertrand Lira [JP, 18min, doc, 1988]
O documentário traça um painel da cena embrionária do rock paraibano que já mostra indícios do que viria a ser a explosão do rock na década de 90.

“Rock em João Pessoa”, de Rodrigo Rocha [JP, 15min., Doc., 1995]
No inicio da década de 90, as bandas pessoenses flertam com diversos estilos do rock. Bandas como ‘Trinca cunhão HC’ surgem com um som pesado nos moldes do grunge de Seatle.

“Rock em João Pessoa – Opus II”, de Carlos Dowling [JP, 13min., Doc., 2000]
Dando prosseguimento a idéia de traçar um panorama do rock em João Pessoa, ‘Opus II’ capta a diversidade das bandas, que influenciadas por diversos estilos, incluindo a música eletrônica, consolidam a cena na cidade.

+ debate após a sessão >>> +info www.birilo.blogger.com.br

domingo, julho 9

Na dúvida...Não tenha dúvida! Star 61 no Media Player

A confusão da tal pós-modernidade também tem lá suas delícias: a banda Star 61 é um exemplo e tanto dessas idas e vindas na música e postura no mundinho nosso de todo dia! Vejamos: um vocalista que canta As Panteras na madrugada da Lagoa [Los Amigos], dá gritinhos estridentes balançando os penachos e as lantejoulas e, de hora pra outra, já revela um canto melancólico, antigo, na melhor tradição Morrissey. Às vezes, ele não sabe onde está nem quem é, tem crises existenciais [Fliperama] e tudo parece mesmo estremecer: só revendo e revivendo o mundo ou mandando tudo se... Ouvindo o cd demo, gravado ano passado, o clima (frio) de insatisfação com a existência, os (des) afetos cotidianos [Tanto Faz] e a própria condição material humana [Polegada Irada] dos tempos fragmentados, dentro e fora de nós, é latente e liquidificada em roquenrou intertextual. Vendo o show que circula pela cidade com a nova formação (sem a guitarra de Túlio e o baixo de Edy, mas com a guitarra de Fabiano e o baixo de Thiago: a apresentação de ontem foi genial!), assim como o público que indubitavelmente vai se juntar a eles onde for e quantas vezes forem necessárias, a Star 61 mostra que tudo está vivo e saltitante, mesmo quando os pedaços desse mundo de ''gente legal que dá atenção" parecem cair sobre nós - como uma parede descascando a tinta antiga. Mas, ainda bem, tem sempre um corpinho e alguns beijinhos pra aliviar a dor: muaw-muaw-muaaw!!! Mais, mais Star 61! >>> www.star61.cjb.net

sábado, julho 8

um [falso] haikai ao dia...

água das entranhas
filete percorre descalço
umidade relativa do eu.


Da exposição LOMOgrafia Portugal Fab Holga

9 autores>> a helga, câmera 100% plástico>> até 6 de agosto em Lisboa, PT>> Fábrica Features>> www.lomografiaportugal.com

segunda-feira, julho 3

o extravagante voador

05/07 quarta Cine-teatro Lima Penante 19h30 Entrada franca
O Homem extravagante ou as tribulações de um paraense que quase voou,
de Horácio Higuchi (Pará, 55 min, doc, 2003).
A história do primeiro brasileiro a projetar um balão aerostático capaz de voar contra o vento, segundo a vontade do homem. O documentário traz depoimentos de especialistas na figura do visionário paraense, reconstituições de época para ilustrar algumas passagens (meados do séc. XIX) e computação gráfica para retratar os modelos de balões visualizados pelo inventor. O filme não se detém, porém, no fato de Júlio Cezar não ter conseguido o seu intento: arrisca ainda uma situação conjectural em que, superadas as dificuldades, o sonho do paraense - e de toda a humanidade - teria se concretizado.

domingo, julho 2